Desobediência Civil

At 4:19 “Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus;”


Diante desta onda de protestos um pergunta surge na cabeça dos cristãos mais devotos: Como devo me portar? Participo dos protestos? Fico orando em casa? Defendo o governo, uma vez que seu mandato vem de Deus? O ensino sobre a obediência civil necessita de uma ponderação à luz das escrituras.


É certo desobedecer algum tipo de governo ou polícia? Para Pedro e João a resposta é sim, desde que as autoridades humanas se coloquem em oposição à vontade de Deus. De maneira mais simples, em meu trabalho devo obediência ao meu superior hierárquico direto, a menos que o gerente geral da agência tenha ordens diferentes. Uma autoridade, excetuando-se Deus, tem uma mandato temporário e limitado, por isso não é bíblica uma obediência cega que ignore os níveis de respeito que devemos ter. A cadeia de autoridade tem como objetivo disciplinar e facilitar o trabalho de todos, no entanto não é algo engessado que não precise passar por reflexão.


Quando Gandhi marchava contra os ingleses estava em rebeldia? Martin Luther King contra o racismo era insubmisso  Dois exemplos da história pode receber interpretações distintas por parte dos cristãos, no entanto exemplos bíblicos tem o poder de nos colocar no caminho interpretativo correto. Jeremias era insubmisso por se opor ao rei? Elias ao confrontar Acabe e Jezabel? Paulo por se opor a Pedro? Ou ainda Paulo ao exigir que o libertassem publicamente por ser Romano? Ou Pedro por fugir da cadeia? Todos foram exemplos de desobediência civil por vontade de Deus.


A chave esta em quem é a autoridade máxima. Deus nos chama para vivermos pacificamente, no entanto nos conclama a não tomarmos a forma do mundo. Somos obrigados por nossa aliança divina a desobedecer tudo o que se coloque em oposição aos caminhos de Deus. Infelizmente  preferimos hoje gastar um tempo muito grande para fazer com que as leis se adequem a agenda evangélica. Podemos simplesmente dizer não e arcarmos com as consequências como os apóstolos de antigamente, ou os mártires e muitos outros que ousavam desobedecer.


Um cristão jamais deve praticar vandalismo, jamais deve roubar, jamais deve fazer nada que fira as diretrizes de Deus para a vida do ser humano, mas tem o dever de se opor quando a injustiça toma conta do País. Precisamos de uma igreja que tem fome e sede de justiça como esses homens e mulheres que tem saído às ruas para protestar. Aos que tem sede temos a promessa de saciedade. Vamos acordar ou continuar a encontrar desculpas piedosas para o nosso sono? Sairemos às ruas com a mensagem do evangelho ou ficaremos isolados entre nossas quatro paredes dominicais?


É hora de levantar como igreja gloriosa do Senhor, marchando como um exército poderoso que não se satisfaz até que o Reino de Deus seja implantado na terra. Eu vou! E Você?




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O Gigante acordou e a Igreja?

At 17:6 “E, não os achando, trouxeram Jasom e alguns irmãos à presença dos magistrados da cidade, clamando: Estes que têm alvoroçado o mundo, chegaram também aqui;”
At 17:10-19  “E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Beréia; e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus. Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim. De sorte que creram muitos deles, e também mulheres gregas da classe nobre, e não poucos homens. Mas, logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus também era anunciada por Paulo em Beréia, foram lá, e excitaram as multidões. No mesmo instante os irmãos mandaram a Paulo que fosse até ao mar, mas Silas e Timóteo ficaram ali. E os que acompanhavam Paulo o levaram até Atenas, e, recebendo ordem para que Silas e Timóteo fossem ter com ele o mais depressa possível, partiram. E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria. De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça com os que se apresentavam. E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele; e uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição. E tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas?”
Intro:
Você se acha capaz de mudar o mundo?
No Brasil, estamos acompanhando uma série de protestos de pessoas que se julgam capazes de mudar o país. Ideias difusas, sem um alvo claro, sem liderança clara.
De alguma forma eles mudaram o Brasil. Para melhor? Para pior? Somente o tempo dirá, mas o certo é que utilizaram apenas ferramentas humanas para conseguir seu objetivo.
Que impacto teriam se contassem com o poder de um Deus Todo-poderoso?
Lc 19:38-40 “Dizendo: Bendito o Rei que vem em nome do Senhor; paz no céu, e glória nas alturas. E disseram-lhe de entre a multidão alguns dos fariseus: Mestre, repreende os teus discípulos. E, respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão.”
O que vemos no Brasil é o clamor das pedras clamando por justiça, mas sabemos que os que realmente têm fome e sede de justiça serão saciados.
1.     Alvos variados fazem com que o movimento perca força.
Na última quinta-feira, andei juntamente com uma multidão protestando na Avenida Sete de Setembro em Curitiba. Era bonito vera animação, a motivação, a força do movimento, no entanto era visível que eles não tinham um norte. Uns queriam o fim da corrupção, outros fora dilma, outros fora richa, outros direitos lgbt. Todos queriam algo, mas não havia unidade. Em certo momento alguns queriam chegar à Praça do Japão, outros entraram em uma rua antes.
Um movimento somente é forte quando anda em unidade de propósito. Paulo e Silas sabiam disso, tanto que tinham estratégias bastante conhecidas em cada cidade que entravam. Visitar as Sinagogas era certeza de conseguir alguns discípulos entre os judeus e atingir uma multidão de gentios curiosos acerca de coisas espirituais
Paulo não se propunha a outra coisa senão a pregar o evangelho, ou seja, que Jesus cristo era o Messias prometido aos judeus, que nasceu, foi rejeitado, morto, ressuscitou e agora é capaz de salvar todos os que se achegam a ele.
Doutrina é importante para quem já foi salvo, não pra quem ainda está perdido.
A igreja anda confusa, pois muitas vezes prega salvação para os salvos e doutrina para os perdidos. Santificação vem depois do primeiro encontro com Jesus.
Foco na mensagem da salvação colocaria muitas igrejas que hoje brigam entre si em um alvo único: salvar vidas. As estratégias e ênfases mudam, mas a mensagem seria ouvida pelos que precisam.
2.     Sem fé é impossível agradar a Deus ( Hb 11:6)
Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”
Para ser eficiente na evangelização é preciso crer, é preciso realmente acreditar naquilo que estamos falando.
Paulo pagava um preço altíssimo para anunciar Jesus. Por quê? Porque acreditava firmemente naquilo que anunciava. Sempre acreditou? Não, tanto que era perseguidor da igreja. Todos acreditaram em sua mudança? Não, tanto que a igreja teve receio de recebê-lo até barnabé dar o primeiro passo.
Acreditaríamos se o maior inimigo do evangelho passasse a ser seguidor e defensor da fé? Não tente dar uma resposta para parecer melhor aos seus olhos. Somos homens e mulheres de pequena fé, que precisam clamar dia e noite para que Deus a aumente ao ponto de ser uma pequena semente capaz de nos lançar em direção ao nosso alvo.
Repetimos mecanicamente formulas e expressões de fé, mas quando o calo aperta buscamos outros Deuses. Deus permite muitas vezes que cheguemos a situações desesperadoras a fim de conhecermos o Deus que ressuscita os mortos. “Se Deus é por nós, quem será contra nós” Se perdermos essa vida, ele já preparou uma melhor e mais gloriosa. Se nos rejeitarem no mundo, ele nos acolhe e sustenta. Nosso Deus é o único Deus verdadeiro.
3.     As armas da fé (Ef 6:11-18)
“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos,”
Muitas revoluções foram feitas com armas carnais. Nossa luta, no entanto, não é carnal, por isso armas humanas são ineficientes.
Já falamos sobre o evangelho e sobre a fé. Então vamos dar uma passada pelas outras armas que Deus nos proporciona.
a.       A verdade: “não temos poder contra a verdade, mas sim a favor dela.” Nossa efetividade está condicionada a nossa aderência a ela. Satanás é o pai da mentira, suas estratégias não se aplicam aos filhos da luz.
b.      A Couraça da justiça: um cristão jamais deve ser injusto, jamais deve estar a favor da injustiça, ser parcial, propagar ou promover qualquer coisa nesse sentido.
c.       Capacete da salvação: certeza de nossa eternidade com Deus.
d.      A espada do Espírito (A palavra de Deus): aqui reside nossa única arma de ataque. Todas as outras são defensivas. A palavra de Deus capaz de discernir o justo do injusto, a verdade da mentira, capaz de realmente edificar, de derrubar as muralhas da incredulidade, de levar todo pensamento cativo a cristo, capaz de salvar, capaz de curar. A palavra de Deus é o próprio Cristo, e através da nossa confissão dela seremos realmente vitoriosos.
Conclusão:

A igreja precisa acordar, mas ela só vai acordar se você acordar e lutar com as armas certas.


Encruzilhadas

Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um homem, até que a alva subiu. E vendo este que não prevalecia contra ele, tocou a juntura de sua coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele. E disse: Deixa-me ir, porque já a alva subiu. Porém ele disse: Não te deixarei ir, se não me abençoares.” Gn 32:24-26

Este texto representa um grande marco na vida do patriarca de Israel. É com certeza o momento mais representativo de seu chamado divino. Um homem com suas lutas e história, agora enfrenta, segundo as melhores leituras, o próprio Deus, vencendo-o por sua perseverança e fé. Não importa a opinião que você tenha sobre Jacó, mas é preciso admitir que ele era um obstinado atrás de seus objetivos.

Por mais que a crítica moderna tente diminuir a grandeza do personagem, tratando-o como um mero usurpador, é fato que Jacó tem a seu favor o testemunho do próprio Deus. A Bíblia não diz que Jacó roubou a benção do irmão, diz que Esaú a desprezou. Jamais afirma que o período com Labão era um castigo para o patriarca,  por outro lado vemos Deus fazendo prosperar tudo o que colocava a mão. Nossa mentalidade é demasiadamente limitada para compreender a opinião que Deus tem sobre algo ou alguém.

Toda a história de Jacó se resume a perseguir a benção. Benção pode ser traduzida do original hebraico como ‘falar bem’. Encontramos eco na espanhola ‘bendicion’. Benção era o momento em que o patriarca declarava palavras boas projetando o futuro de seus herdeiros. Estas palavras, segundo a crença da época, se tornariam realidades futuras. Jacó empregava todo o seu esforço em receber estas palavras, garantindo assim um futuro promissor.

No momento da luta citada acima, Jacó estava em sua maior encruzilhada. O homem descrito como um ser celestial causaria terror em todos os seus contemporâneos. Diante do próprio Deus, não se amedrontou e continuou perseguindo a benção. ‘não te deixarei ir se não me abençoares’. Diante das encruzilhadas da vida, ele continuava perseguindo seu alvo. Nada o moveria de sua decisão. Ninguém o moveu de sua busca e como prêmio têm o testemunho de que venceu a Deus e agora seria chamado de Israel, o príncipe das nações, o vencedor.

Paulo nos encoraja a lutar para vencer. Jesus nos direciona para a vitória, mas precisamos enfrentar nossas encruzilhadas e seguir em busca dos nossos sonhos. Não desista. A vida é dura pra todos, mas somente os que a enfrentam e perseveram saem vitoriosos. Deus não criou você para o fracasso, mas o moldou para ser bem sucedido na missão que concedeu a você. Acredite nisso, lute suas batalhas e com certeza a benção de Deus te alcançará.

Em Cristo

Silvio Barbosa