A exclusividade de Cristo

At 4:12 “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”
A mídia nos último dias tem mostrado grandes polêmicas envolvendo evangélicos. Silas Malafaia e Marco Feliciano com suas declarações levaram a tona temas controversos do mundo evangélico. Muitos membros de igreja posicionaram-se ora contra, ora a favor, muitas vezes com ânimos bastante exaltados. Sem entrar no mérito das discussões, julgo que o centro dos debates está fora do eixo apostólico.
Todos os heterossexuais serão salvos? Não beber bebida alcoólica garante vaga no céu? Não roubar, não cometer adultério garante o favor de Deus? Todos estes temas são importantíssimos para a maturidade cristã, no entanto para um incrédulo são completamente irrelevantes. As pessoas não vão para o inferno por terem cometido pecados, pois todos pecaram. A garantia de nossa salvação estão na obra de Jesus que entregou-se na cruz para redimir-nos dos pecados.
Ao conversar com um incrédulo, precisamos ter em mente que ele não aceita o senhorio de Cristo, nem liga para o que está escrito na Bíblia. Afirmar que a palavra de Deus condena esta ou tal prática encontra ouvidos e corações não preparados para entender ou aceitar. “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito a fim de que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. O pecado que nos leva a uma eternidade sem Cristo é a falta de fé na graça salvadora de Deus. É claro que ele espera que abandonemos nossos pecados, mas a primeira coisa que um não crente precisa saber é que não existe nenhum outro nome capaz de salvá-lo.
Se você acha que viver uma vida certinha garante um lugar no céu, você está redondamente enganado. Os fariseus levavam vidas ordeiras. A maioria dos legalistas não tem grandes ações os condenando. Muitos espíritas e ateus levam vidas corretas. Acredito que todos tenhamos amigos não cristãos que podemos considerar pessoas boas. Somos quase advogados tentando absolvê-los do fato de não crer em Cristo. Todos pecaram e carecem da glória de Deus. Ninguém será justificado por suas obras. Crer em Cristo para salvação é abdicar da justiça própria, por isso é um caminho estreito. Não há espaço para méritos humanos.
Lembre-se sempre que somos salvos pelo favor imerecido de Deus. Não tente inverter salvação e santificação. Se o seu amigo bebe muito, pense que primeiro ele precisa encontrar a Cristo, abandonar o álcool é consequência. Assim com todos os pecados. Muitos pregam a lei, mas nós pregamos a graça de Jesus que se entregou por nós. Pela lei ninguém será justificado, pois a lei apenas evidencia o caráter pecaminoso do homem. Quem pode ser salvo então? Apenas aqueles que abrem mão da justiça própria e creem na obra maravilhosa do salvador.

Em Cristo

Silvio Barbosa

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Adoração Genuína

Mt 14:33 “Então aproximaram-se os que estavam no barco, e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus.”

Quando estudamos a respeito de adoração, logo chega aos nossos ouvidos um conceito bastante difundido: louvamos a Deus pelo que ele faz e o adoramos pelo que ele é. Esta frase é bonita e impactante, no entanto carece de respaldo nas escrituras. No contexto do versículo tema, Jesus demonstra seu poder e sua soberania sobre águas e tempestade. É um ato de poder, que culmina com um ato de adoração por parte de seus discípulos. Ap 4:10,11 liga a adoração aos atos da criação de Deus. Muitos adoravam após os atos de poder de Jesus.

Na verdade a diferença entre louvor e adoração reside muito mais no homem do que em Deus. Louvar, biblicamente, significa dizer coisas elogiosas, ao passo que adoração está ligada a ideia de rendição, entrega completa. Um adorador do rei é aquele que se submete a autoridade do soberano, por isso se prostra em reverência. É um nível superior, mas em nada deve a diferença entre essência e atos de Deus.

Deus somente é conhecido através de seus atos. Jesus é chamado de a “imagem do Deus invisível”. Em muitos momentos exortou seus discípulos a crerem por causa de suas obras. Quando João Batista teve dúvidas acerca de sua identidade, respondeu com atos de poder. Seu ministério público teve como parte importantíssima a operação de maravilhas. na controvérsia com os fariseus, apontou para suas obras como legitimadoras, Sua ressurreição inaugura um novo nível de soberania. Todos os atributos de Deus que conhecemos tem em sua gênese um ato de Deus: é amor porque ama, ou melhor, “amou o mundo de tal maneira”, é provedor, é galardoador, cura, justifica, santifica. Tudo está em íntima relação com suas obras.

Parece difícil compreender que não há distinção entre a essência de Deus e seus atos. O caráter de Deus tem sua expressão máxima em suas ações. “no princípio era o verbo”, “através de sua palavra tudo foi criado.” Humanamente cremos na distinção entre o que somos e o que fazemos, mas Jesus em debate com os fariseus os chama de filhos do diabo por agirem de acordo com o pai da mentira. Na verdade, nosso atos evidenciam quem somos. Podemos tentar esconder, mas cedo ou tarde, nossos frutos nos denunciam. Jesus declara que a maldade ou a bondade emanam do coração, portanto não adianta apenas limpar o exterior do copo.

Adoremos a Deus, prostrados, reverente, baseados em suas grandes obras, em seus atos de amor, em suas manifestações de justiça. Hoje conhecemos a Deus por espelho, uma figura pálida mas verdadeira. Um dia conheceremos plenamente e nosso amor será perfeito. Hoje resta apenas uma marca de imperfeição e um desejo de conhecer cada dia mais nosso rei criador. Adore com todas as suas forças, pois ele é totalmente digno.

Em Cristo

Silvio Barbosa