Misericórdia quero

Mt 5:7 “Bem aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.”

Existem na Bíblia 134 menções diretas da palavra misericórdia. Somente em salmos encontramos 20 citações. O texto de Oséias 6:6 (misericórdia quero, não sacrifício) é citado diretamente por Jesus duas vezes. Pode-se concluir que é um assunto bem importante no contexto das escrituras. No entanto, para nós que temos familiaridade com a Bíblia e com suas leis, é muito fácil esquecer desse importante ensinamento.

Ao contrário do que muitos pensam, Jesus não criticou o conhecimento dos Fariseus. Ele era, contudo, um crítico ferrenho de suas atitudes, entre elas a falta de misericórdia. Jesus chega a dizer que um Escriba instruído nas coisas concernentes ao Reino, poderia tirar de seu baú coisas novas e velhas. E num forte discurso declarou que os ensinamentos dos fariseus deveriam ser praticados  mas que suas atitudes não poderiam ser copiadas. Jesus queria que a misericórdia fosse parte do dia a dia da comunidade de Israel.


Em uma passagem, na qual Jesus está indo em direção a Jerusalém, ele é impedido de entrar e permanecer em Samaria. Seus discípulos logo lembraram de Elias para pedir fogo consumidor do céu. Jesus repreende seus discípulos severamente, mostrando que seu objetivo era a salvação dos homens e não sua condenação.  O evangelho avança quando os crentes estão transbordando de misericórdia e perece quando os corações estão cheios de hipocrisia e julgamento.

Em Lucas 6:37-39, Jesus nos mostra que o nosso julgamento será de acordo com o modo como julgamos os outros. Ele nos encoraja a perdoar e a dar generosamente. Ele busca homens segundo o seu coração misericordioso, cheio de graça. Ele declara bem-aventurados aqueles que realmente encontram em si a misericórdia. Esses serão realmente grandes no Reino, pois somente encontra a misericórdia divina aquele que aprende a ser misericordioso.

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Vida Abundante

O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.” JO 10:10

O objetivo de Jesus para nós é que tenhamos vida com abundância. Isso não significa que estaremos isentos de  problemas, no entanto, alguns enfatizam tanto as dificuldades da vida que esquecem da plenitude de alegria que Jesus veio nos proporcionar. Paulo, Pedro e os outros discípulos aprenderam desde cedo a buscar sua satisfação em Deus e nunca se sentiram frustrados por causa disso.

Certa feita Pedro questionou Jesus sobre o futuro daqueles que largaram tudo pra segui-lo e recebeu a resposta que receberiam 100 vezes mais na terra e de quebra a vida eterna. Jesus não prometeu somente facilidades na terra, também não prometeu apenas sufoco, dor e tristeza ao longo da nossa trajetória. Ele enfatiza a felicidade daqueles que sofrem pelo nome dele, mas também ressalta o cuidado, a provisão e o pleno derramar de alegria dado pelo pai, do qual procedem todas as dádivas.

Deus não é um mero produtor de bençãos, mas também não é um sádico feitor de escravos ansioso por nos ver sofrer. Deus é um pai amoroso que sabe dar boas coisas a seus filhos, mas que usa as dificuldades da vida para nos permitir crescer. Deus nos ama tanto que não tira todos os espinhos do nosso caminhar, pois sabe que pequenos machucados nos tornarão mais sábios para viver nossa vida.

Deus quer nos dar uma vida abundante, mas para desfrutá-la precisamos caminhar pelas dificuldades da vida com a certeza de que ele cuida de nós todos os dias.

Aos Cansados

Mt 11:28 “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.”

Muito esforço têm sido feito em definir o que seria a religião cristã. Muitos lideres ao serem questionados sobre o que é necessário para ser um seguidor de Jesus, logo se põe a elencar os mandamentos que julgam mais importantes. Fazem listas e descrevem em pormenores o que é ser cristão, incluindo que roupa deve usar e que estilo musical gostar.

O cristianismo bíblico está muito longe de uma lista de regras a serem cumpridas. Jesus promete alívio, não opressão. Promete uma vida que flui do interior e não um conjunto externo de regras para tornar o homem parte de qualquer igreja. Não adianta cumprir o mandamento de não matar e mentir. Não adianta não cometer homossexualismo e ser avarento. Não adianta dar dízimo e esquecer de dar a mão ao próximo ou honrar pai e mãe. De fato, se fossemos definir o cristianismo por meramente cumprir os mandamentos contidos na Bíblia o céu permaneceria vazio. Paulo é claro ao definir que é impossível cumprir toda a lei e que pela lei ninguém será salvo. Não que a lei seja errada, mas o problema reside no ser humano que se encontra impossibilitado de cumprir suas exigências.

Jesus, questionado por um mestre da lei, afirma que a salvação depende de um novo nascimento. A vida cristã é fruto de um ato sobrenatural de Deus que grava as leis em nosso coração. Se alguém perguntasse pra você agora o que é necessário para ser salvo o que você responderia? Basta crer em Jesus, mas se você cometer tais e tais pecados não pode ser salvo. Nossa resposta muitas vezes confunde salvação com maturidade. Evidências com motivos para sermos salvos. Vida cristã é fruto do relacionamento com Jesus e não o modo pelo qual nos achegamos a ele.

Jesus promete alívio aos cansados. Àqueles que lutam dia após dia contra seus pecados a fim de se achegarem a Deus e descobrem que são incapazes de realizar esta missão. Aos frustrados, com sentimento de indignidade, que querem servir a Deus, mas sentem-se impuros e distantes dele. Jesus chama para perto e nos faz entender que a graça dele basta, que as águas que fluem do trono são suficientes para fazer passar a sede e limpar aquele que ama a Deus. Seremos transformados de glória em glória depois de sermos acolhidos por aquele que nos ama infinitamente.

Vamos a Jesus. Nele reside a verdadeira salvação, Ele põe um fim na nossa busca vazia e nos capacita a verdadeiramente viver em novidade de vida.

Poder, não palavras

1 Co 4:19:20 “Mas irei muito em breve, se o Senhor permitir, então saberei não apenas o que estão falando estes arrogantes, mas que poder eles tem, pois o Reino de Deus não consiste de palavras, mas de poder.”

As cartas de Paulo aos corintios são por vezes bastante duras. No entanto, esta dureza não se relaciona com um temperamento ruim do apóstolo, mas de um sentimento paterno que habitava em seu coração. No mesmo capítulo, no verso 14, afirma que os adverte como filhos. Se descreve por vezes como em dores de parto por eles. Paulo amava realmente os discipulos que havia deixado naquela cidade.

No entanto, após o apóstolo partir para outros desafios missionários, mestres eloquentes se aproximaram da comunidade. Os gregos sempre foram aficcionados por filosofia. Amavam um bom debate e admiravam grandes oradores. Então foi fácil para esses pregadores arrebanharem discipulos entre esta comunidade. Nesse contexto Paulo lança um desafio: “as palavras são bonitas, mas onde está o poder?”

Paulo acreditava que o evangelho era o PODER de Deus para a transformação de todo aquele que crê. Jamais ficaria satisfeito ao ver seus discipulos se afastando do poder de Deus, em busca de sabedoria humana. O apóstolo afirma que  aprouve a Deus salvar através da loucura da pregação. o Evangelho não é racional, não pode ser compreendido por mente humana, mas a manifestação do poder de Deus é capaz de gerar vida e dar entendimento.

Busque o poder que transforma e então você conhecerá a verdadeira felicidade.

Simplicidade

Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.” 2 Co 11:3


Um dos grandes temores do apóstolo Paulo era que seus discípulos se afastassem do evangelho simples que ele pregava. Muitos dos escritos paulinos serviam para retirar do grupo de cristãos tendências judaizantes e legalistas. Paulo se revolta porque o povo que ele ensinou, agora estava indo atrás de outros mestres, chamados de super apóstolos, que estavam introduzindo um séria de novos elementos na fé da comunidade.


Paulo era um ferrenho defensor da graça e como antigo membro do grupo dos fariseus, conhecia os perigos de uma fé legalista. Ele inclusive se opõe a Pedro em certa ocasião, onde Pedro dissimula viver a judaica, quando antes da chegada de emissários de Tiago, comia e bebia com os gentios. O apóstolo dos gentios jamais permitiria que o foco saisse de Cristo e passasse para as realizações humanas.


O ser humano tem a tendência de achar que aquilo que é difícil é melhor do que o que é fácil. Aplicamos isso aos nossos relacionamentos, às nossas habilidades, causando grandes frustações e dificuldades imensas para nossa vida e maturidade. A boa nova de Cristo é simples, pregada por Jesus a gente simples, transmitida através de pessoas simples, em linguagem simples. 


Esqueça as complicações humanas e fique com a simplicidade do evangelho.